Carriola das letras

Um pouco de tudo do todo!



Chambinho

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Comercial concorrente da Danone, a Chamburcy, que para apresentar seu novo produto Chambinho, usou um clássico, a música "Carinhoso" de Pixinguinha. Sim, isso mesmo, pra combinar com o formato de coração da embalagem.

A ótima adaptação é de Viché, que sem o uso de programas de edição consegue produzir arranjos que 'casam' perfeitamente com as crianças cantando.

Esta criação é de 1983, produção da Cardan. Não é da minha época mas está na memória.

Bruna C.

Mafalda

(cartaz quadro 1: não funciona / placa quadro 3: telefone público / balão de pensamento quadro 4: achei que ele ia pendurar a placa na humanidade! )

As tiras de Quino têm a preocupação com as discussões de certos temas que sugerem crítica social. O humor e a ironia estão sempre presentes nessas narrativas que mostram uma análise do contexto social, politico-histórico do momento.
Mafalda ciente de todos esses conflitos, sempre mostra o desejo de participar dessas discussões, e quem sabe relsover esses problemas que tanto a preocupam.
Nesta tira podemos perceber a indignação de Mafalda em relação ao mal funcionamento da humanidade de uma forma geral, e não de um problema específico.
Alguém, por favor, só não esqueça de contar para Mafalda que, "indiretamente", Quino pendurou essa placa. Só não adiantou muito...
Bruna Carolini B.




Radiohead - No Surprises (legendado)

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Você está pré-programado.

Seu coração está angustiado, seu trabalho te massacra. Você se sente sufocado, preso e o governo não faz nada por você. Você deveria tirá-lo de lá.

O cansaço já é visível em seu rosto, deixa você fraco. Até tenta aos poucos se livrar, mas o seu ritmo é lento.

Sua vontade é largar tudo e viver em um mundo diferente desse caos que é o seu, e então as luzes se ascendem. Mas você já foi pego pelo sistema.

Um sistema que te domina, te afoga e te transfigura, até que você desista e se entregue.

Não há motivos para surpresas, isso já era de se esperar. Você se sustenta e continua calmo, se mantêm imerso, até que , surpreendido pelo belo e pela necessidade de viver a beleza, consegue voltar a respirar.

Sem alarmes e sem surpresas.

Bruna Carolini B.


Eu sou a Lenda (I am Legend)
Análise



Um vírus mortal, criado pelo homem, ataca Nova York e dizima sua população.
Robert Nevil (Will Smith) é um cientista, que sem saber como, é imune ao vírus. Ele permanece na cidade procurando algum sobrevivente enquanto luta por sua sobrevivência, fugindo doataques dos mutantes, vítimas do vírus. Nevil realiza testes com seu próprio sangue à procura da cura.

Então tá...blá blá blá! O filme é legal e tal, mas a grande, sacado do filme está na verdade, no seu final.
Bom se você não gosta que contem o final do filme é melhor que não leia o que irei escrever.

Em suas pesquisas Robert Nevil constatou que os mutantes perderam qualquer característica humana, racional. Enganou-se. Um dos mutantes é super estratégico e consegue inclusive, bolar uma armadilha com o mesmo mecanismo de uma que Nevil armou para capturar sua parceira. Sem êxito, a não ser pelo fato de que em decorrência a este ataque, sua única companheira, uma cadela, foi infectada e teve de ser sacrificada.
Desesperado e em solidão Nevil tenta se matar. Mas é salvo e levado para casa por uma outra sobrevivente e seu filho.
Numa certa noite, os mutantes que seguiram seu carro, encontram a casa de Nevil e a atacam. Mesmo com tantos equipamentos de isolamento e segurança os mutantes conseguem invadi-la.
O "chefe mutante" veio resgatar sua parceira, e Nevil com os outros dois sobreviventes se refugiam atrás de um vidro blindado, justamente onde a mutante está. Eles invadem o laboratório de Nevil.
Uma grande surpresa! A mutante que ele 'raptou', começa a reagir ao soro, Nevil encontrou a cura para o vírus! Infelizmente o mutante também encontrou um jeito de quebrar o vidro: se jogando contra ele.
Neste momento acontece a grande SACADA!
Vendo que o mutante vai conseguir quebrar o vidro e matar os três, Nevil vê um desenho de borboleta no vidro se quebrando, no mesmo instante vira-se e vê uma borboleta tatuada no pescoço de Ana e lembra-se do sinal de borboleta que sua filha fazia. Ele abre a gaveta pega uma seringa retira o sangue da mutante que está se curando e entrega para a sobrevivente, colocando os dois em uma passagem dentro da parede , onde estarão em segurança e retira o pino de uma granada. Os mutantes quebram o vidro e a granada explode. A sobrevivente encontra uma colônia de outras pessoas que sobreviveram ao vírus levando a cura.

Tá... contei o filme inteiro e seu final. Você deve estar se perguntando:
E o que tem de mais nesse filme????
Eu vos digo:

A BORBOLETA!

Ela é a chave. Sabe por quê? Sabe?

Porque a borboleta vem da lagarta, certo? Ou seja, um ser morre para dar vida a outro.

Nevil sacou isso. Morreu para dar vida aos outros.
Ele é a lenda (borboleta).


Uma análise bíblica (sem vínculo religioso)também cabe ao filme. Jesus cristo foi o escolhido para salvar a humanidade, e sacrificou sua vida pela salvação.

Bruna Carolini B.


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Este vídeo é uma das grandes maravilhas de Cannes. Um comercial de água mineral surpreendente.

Água...

Impulsiona, renova, abriga e É vida.

Bruna Carolini




A foto acima faz parte da campanha "CAMPARI TALES 2008", e que leva Eva Mendes, a 'felizarda' da campanha, para os mais fantásticos contos de fadas.
A publicidade de inocente não tem nada, e por isso se torna tão instigante a leitura e análise de propagandas como essa da CAMPARI, ao meu ver, fabulosa.
Para a compreensão total desta foto da campanha é necessário conhecer, além do produto, a história de "Alice no país das Maravilhas".
A partir da observação de cada objeto concreto e significativo que a figura possui, e de qualquer detalhe, por menor que seja, pode revelar muito de sua intenção. Sendo assim, elementos como a mulher, bonita e sensual, as cartas com o 'A', característico da CAMPARI, os homens, que no contexto transformam-se em cartas, clima, e outros aspectos muito importantes, que serão abordados, não podem passar em branco.
Quanto ao clima, o que se pode perceber, não só nesta figura mais em várias outras da mesma campanha, é que fenômenos naturais como tempestades, nuvens escuras e carrregadas estão em evidência. Curioso é que o 'tempo' dá indícios de melhora com a aparição da bebida. A intenção é mostrar que não importa que o mar esteja em fúria, que a natureza enfrente um caos, porque se você tem em suas mãos uma garrafa ou uma dose de CAMPARI nada pode te atingir.
A figura nos diz claramente que com a taça da bebida nas mãos, você não precisa se preocupar, você irá brilhar, CAMPARI irradia você e o mundo, torna-se única e sem problemas, a vida é seu momento CAMPARI, livre, bela, solta e sedutora. Com CAMPARI seu momento é perfeito.
É importante destacar que o alvo publicitário dessa campanha são as mulheres, visto que a bebida é doce, com um teor alcoólico não muito alto, e é conhecido popularmente como "bebida para mulheres". De um modo geral as campanhas publicitárias da bebida CAMPARI são direcionadas às 'divas'.
Com o néctar nas mãos, "Alice" torna-se cobiçada e desejada. O seu 'exército de cartas' está a seus pés, dois a acompanhando com uma dose da bebida, e um à sua frente, justamente o que está com a garrafa.
O A(z) nas cartas, destaca o "A" da CAMPARI.
Os homens são numerados, os que estão ao lado de Alice, com os números 2 e 3, e o que está a frente, é o número 1, segurando a primeira bebida no gosto feminino.
Só quem possui a 'força CAMPARI' será como Alice da propaganda: encantada, única e poderosa.
Essa campanha é uma potência nos dias de hoje, em que a sociedade privilegia os padrões de beleza, muito bem representados pelos modelos da foto. E também em relação a busca da satisfação pessoal, proporcionada através do conforto, prazer, proteção e tudo o que se precisa ao seu alcance, adquiridos de maneira fácil e sem esforços.
Recorrendo a um texto conhecido por muitos - Alice no país das Maravilhas - a intertextualidade é o fator 'X' desta propaganda. O conto é abordado de maneira inovadora e ousada, abusando da sensualidade e poder para persuadir o leitor, conseqüêntemente consumidor, de todo o potencial da bebida.
CAMPARI pode não satisfazer a todos os gostos, mas o que podemos concluir, é que a campanha publicitária 2008, "CAMPARI Tales", como várias outras da marca, não deixa a desejar.
Bruna Carolini B.